Defesa da mestranda Marcelle Azevêdo Rodrigues de Souza

SE NÃO PLANTAR, O CHÃO NÃO DÁ: O CAMINHO PARA AUTONOMIA DOS SUJEITOS PELA AGROECOLOGIA EM UM EMPREENDIMENTO ECONÔMICO SOLIDÁRIO NA COLÔNIA JULIANO MOREIRA/RJ
Marcelle Azevêdo Rodrigues de Souza
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo sistematizar a trajetória do projeto Arte, Horta & Cia, desenvolvido entre 2021 e 2025 na Colônia Juliano Moreira, no município do Rio de Janeiro, com ênfase nas práticas agroecológicas e na economia solidária como estratégias de geração de renda e promoção do cuidado integral. A pesquisa parte da compreensão de que, em contextos urbanos marcados por desigualdades socioespaciais, iniciativas comunitárias podem atuar na promoção da segurança e soberania alimentar, bem como na reconstrução de vínculos sociais e produção de saúde. Metodologicamente, adotou-se a abordagem da Sistematização de Experiências, que possibilita a análise crítica de processos vividos a partir da reconstrução de trajetórias, registros institucionais, memórias e narrativas dos sujeitos envolvidos. A pesquisa possui caráter qualitativo e interpretativo, buscando compreender os aprendizados, desafios e transformações decorrentes da implementação da horta agroecológica em um território historicamente marcado por processos de exclusão e reconfiguração urbana. Os resultados evidenciam que a horta constituiu-se como tecnologia social territorializada, capaz de articular produção de alimentos, formação, geração de renda e promoção da saúde mental, entendida como processo coletivo vinculado ao pertencimento, à construção de vínculos e à criação de sentidos para a vida. Observou-se que a experiência favoreceu a reorganização do cotidiano dos participantes, a ampliação das redes de apoio e o fortalecimento de práticas autogestionárias, ainda que atravessada por desafios relacionados à sustentabilidade financeira e à organização produtiva do coletivo. Ao longo de sua trajetória, o projeto demonstrou capacidade de adaptação e fortalecimento institucional, estruturando processos formativos e consolidando circuitos locais de comercialização. Conclui-se que a experiência do Arte, Horta & Cia evidencia a potência de práticas coletivas na produção de saúde, trabalho e vida, ratificando a agroecologia como caminho para a emancipação dos sujeitos e para a construção de territórios mais justos, solidários e sustentáveis.
Data e horário: Dia 22 de abril de 2026, as 15:00.
Link: https://meet.google.com/ksu-jbjr-vqn
Banca:
Dr. Gustavo Carvalhaes Xavier Martins Pontual Machado (orientador) – NIDES/UFRJ
Dra. Heloisa Teixeira Firmo – NIDES/UFRJ
Dr. Richarlls Martins da Silva/Fiocruz
Dra. Juliana Dias Rovari Cordeiro/UFRJ
Defesa do mestrando Fellipe Redó Garcia Leite

MUSEU DO MAR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO: ANÁLISE HISTÓRICA E REAPLICAÇÃO DE METODOLOGIA PARTICIPATIVA COMO PROCESSO MUSEOLÓGICO
Fellipe Redó Garcia Leite
A pesquisa narra a experiência do Museu de Ciências e Cultura do Mar (Museu do Mar) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciativa desenvolvida por intermédio do Programa de Extensão UFRJMar, vinculado à UFRJ entre 2009 e 2012. A análise dessa experiência é motivada pelo interesse da coordenação do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social NIDES/UFRJ de promover uma reedição de Museu do Mar na atualidade. Partimos, assim, da hipótese de que um dos limitadores da curta experiência anterior foi a ausência de um plano museológico, compreendido como ferramenta básica de planejamento estratégico (Brasil, 2019). Para tanto, os objetos desta pesquisa são a elaboração, a aplicação, interpretação, avaliação e a divulgação de metodologias participativas como processos museológicos. As fontes analisadas são matérias publicadas no endereço eletrônico do projeto e fontes secundárias. Os procedimentos metodológicos adotados se iniciam pelo levantamento da bibliografia relevante sobre o estado da arte do tema e se combinam com a aplicação de metodologias participativas ao público-alvo da pesquisa. O referencial teórico é direcionado às perspectivas da tecnologia social e da museologia social, cujos expoentes são Fernando Amorim, Michel Thiollent, Estatuto de Museus. Como principal resultado a ser atingido pela investigação, destaca-se vocacionar o agora Museu Vivo do Mar como contributo aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no âmbito da Década das Ciências Oceânicas para o Desenvolvimento Sustentável (Unesco, 2017).
Data e horário:
Dia 30 de março de 2026 às 15:00 pm.
Link:
https://meet.google.com/otg-sutc-nan
Banca:
Prof. Dr Paulo Cezar Maia (orientador) – NIDES/UFRJ
Prof. Dr Felipe Addor – NIDES/UFRJ
Profa. Dra. Andrea Fernandes Costa – UNIRIO
Profa. Dra Áurea da Paz Pinheiro - UFDPar
Data, horario e local das provas - Seleção PPGTDS 2026
Prova escrita: 21/10/2025 - 10:00 as 13:00
Prova de Línguas: 21/10/2025 - 14:00 as 16:00
Local das provas: Sala E212 (segundo andar do bloco E do Centro de Tecnologia da UFRJ - Ilha do Fundão)
Dúvidas: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Defesa da mestranda Gabriela Moreira Ribeiro

A mulher fabricada: Estudo de caso sobre a operação de perfis fictícios em plataformas online para relacionamentos adultos
Gabriela Moreira Ribeiro
A uberização do trabalho é caracterizada pela precarização, flexibilização, plataformização, informalidade e invisibilização das relações de trabalho e, portanto, é presente nas mais diversas formas laborais, incluindo o trabalho sexual. É neste contexto de reestruturação produtiva necessária ao capital que se encontra a presente pesquisa. O objetivo desta dissertação é sistematizar as experiências de operadoras e operadores de perfis fictícios de uma dada plataforma online de trabalho responsável pela operacionalização de conversas em plataformas de relacionamento adulto, analisando as questões sobre a forma organizacional da atividade, condições de trabalho e compreendendo a mercadoria dessas plataformas que se colocam como meio de comunicação e entretenimento que conecta usuários, considerando o papel essencial da mulher nesta atividade. O estudo de caso passa pela coleta de dados iniciada pela autoetnografia da autora da pesquisa, seguida de quatro entrevistas semiestruturadas com antigos operadores de perfis fictícios das plataformas em questão. Compreender a forma e o conteúdo do trabalho sexual plataformizado pelo olhar das trabalhadoras e trabalhadores nos faz questionar as mudanças no mundo do trabalho, as implicações políticas contidas nas tecnologias e como nossos afetos e sentimentos mais íntimos são capazes de serem manipulados e monetizados em um sistema capitalista e patriarcal. O trabalho passa pela análise materialista através dos referenciais teóricos marxistas, tais como Ricardo Antunes, Heleieth Saffioti e Karl Marx. Observou-se nesta pesquisa que a mística feminina, que indica os papéis sociais de gênero que são incorporados aos perfis fictícios, e a ocultação da relação de trabalho, facilitada pelo processo de terceirização e plataformização do trabalho, são essenciais para a formação da mercadoria. Sem a articulação íntima entre instrumento ideológico de manutenção das desigualdades e um maquinário contemporâneo de exploração econômica, a empresa perderia as características que a sustentam.
Palavras-Chave: Trabalho sexual plataformizado; mística feminina; uberização, tecnologia da informação e comunicação; midiatização do sexo.
Data e Horário: 26/03/26 - 9h00
Local: CT da UFRJ, Ligação ABC, Sala ABC 112, sala do Soltec (e online - link a definir)
Banca:
Fernanda Santos Araújo (orientadora) – PPGTDS/UFRJ
Diana Helene Ramos – PPGTDS/UFRJ
Bruna Mendes de Vasconcellos – UNICAMP
Deise Luiza da Silva Ferraz – UFRGS
Keila Lúcio de Carvalho – CEFET/RJ
Seleção 2026 do mestrado prorrogada
O prazo para inscrição na seleção 2026 do mestrado do PPGTDS/NIDES foi prorrogado para dia 28/09.
Clique aqui para mais informações.








